Garrafas de plásticos amontoadas
Foto: pexels

Você conhece o papel do plástico na sociedade, e como esse material está presente em basicamente todas as indústrias que a compõe? A Feiplastic separou algumas das principais temáticas que envolvem essa importante matéria orgânica, desde o que é o plástico, até suas principais ações na indústria, seja ele com seu papel de protagonista, coadjuvante ou quando diz respeito a reciclagem e suas principais inovações. Confira!

Atualmente, a Feiplastic é uma das principais disseminadoras de informações sobre a indústria do plástico em seus diferentes nichos. Ainda mais quando falamos de manufatura aditiva, ou mesmo sobre importantes áreas da saúde que compõe o desenvolvimento da sociedade. A indústria automotiva, os transformadores e embalagens que atendem a diversos setores também colaboram nesse nicho. Sem contar as inúmeras ações que inovam cada um desses mercados com base na matéria-prima e orgânica do plástico.

O seu uso parte do princípio histórico para grande parte dessas esferas mercadológicas, não é à toa que o plástico em particular favorece ainda mais as inovações nessas áreas. Afinal, avanços tecnológicos, sejam eles quais forem, são positivos para todos os setores em desenvolvimento.

O lançamento de materiais pautados no plástico diz respeito também a próteses mecânicas, materiais da indústria mundial como o uso do polipropileno, peças de designs para carros e até mesmo a criação de asfalto. Sem contar que a sustentabilidade também vem sido pauta ambiental para tornar a matéria cada vez mais com a chance de reciclagem em menos tempo, por exemplo, criando novas garrafas a base de plantas que se degradam em um ano.

Saiba mais sobre asfalto feito de plástico reciclado: “Asfalto feito de plástico reciclado é realidade e primeira estrada foi inaugurada no México“.

Um pouco mais sobre o plástico

O plástico, em seu contexto natural é um material orgânico polimérico sintético. Ou seja, são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares, estes por sua vez, formados por moléculas menores denominadas monômeros. Isso tudo define sua transformação através da adequação da moldagem, isto é, o plástico é a relação daquilo que se adapta, principalmente mediante o emprego de calor e pressão.

No meio deste processo, o plástico reconhece-se por duas divisões: os termofixos e os termoplásticos. Os termofixos são basicamente aqueles que não fundem com o reaquecimento, contemplando a resina fenólica, epóxi, poliuretanos etc. No mais, os termoplásticos são plásticos que não sofrem alterações em sua estrutura química durante o aquecimento e então, podem ser novamente fundidos. Estes são os casos do polietileno original, bem como o de alta e baixa densidade, a PET, o PVC e por último e não menos importante, o prolipropileno, que é atualmente o principal meio de utilização em diferentes indústrias.

Temos por sua vez a composição dessa matéria como imprescindível para toda a cadeia, seja ela em qualquer área de atuação, o plástico sempre se faz presente.

O polipropileno para a manufatura aditiva

Recentemente foi lançado um novo material passa uso de impressoras: o polipropileno (PP). Isto é, um polímero termoplástico que está entre os materiais mais usados na indústria mundial.

O polipropileno, essa resina termoplástica tão utilizada pelas indústrias do plástico é de grande, senão de maior importância para os responsáveis pela produção e os compradores de matéria prima. Em resumo, o material nasce a partir da polimerização do gás propileno ou propeno, e trata-se exatamente de um plástico que pode ser moldado quando submetido a temperaturas elevadas.

Inclusive, o nome termoplástico vem desse simples fator. Ainda assim, quando envolvido no processo de planejamento, compra ou produção, as pessoas sequer imaginam que suas aplicações são existentes. O polipropileno está por exemplo em aplicações como:

  • Embalagens flexíveis
  • Sacos para grãos e fertilizantes
  • Cadeiras
  • Brinquedos
  • Copos
  • Eletrodomésticos
  • Tampas de refrigerantes
  • Seringas de injeção
  • Autopeças
  • Potes de armazenamento de alimento

Agora, a matéria-prima também pode ser encontrada como material para impressão 3D, em nível industrial. Ainda assim, entre suas características, estão:

  • Resina de baixa densidade
  • Ponto de amolecimento mais elevado
  • Baixo custo
  • Resistência química
  • Fácil moldagem
  • Resistência moderada ao impacto
  • Fácil coloração
  • Boa estabilidade térmica
  • Atóxico
  • Resistência à flexão
  • Baixa absorção de umidade

O recente lançamento se deu através da HP, marca de impressora conhecida mundialmente. E não só ela, mas grandes organizações industriais como Extol, GKN/Forecast 3D, Henkel e Oechsler já estão também trabalhando em novas aplicações para o polopropileno nas impressoras HP.

O papel do plástico na saúde

A área da saúde é uma das mais contempladas atualmente, em particular aquelas que são favorecidas pelo uso do plástico. Sua utilização tem assumido grande parte dos processos em cirurgias e próteses por exemplo. Os recursos que tornam as novidades neste meio tão exclusivas é justamente o uso do material em junção com outros e, principalmente, a região onde se é utilizado ou aplicado.

Neste caso, temos o exemplo do enxerto de pele feito de plástico. Um time de engenheiros e químicos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de material para esse fim. A diferença deste para os atuais já desenvolvidos anteriormente é pelo fato de que neste caso há a possibilidade de regeneração de forma ilimitada, enquanto os demais possuem um processo que leva cerca de 30 minutos em temperatura ambiente. Além disso, ele também é sensível ao toque.

Isso foi possível graças a mistura dos materiais: plástico, que protege a área onde se é aplicado, e pequenas partículas de níquel, que é um ótimo condutor de eletricidade.

No caso de próteses, uma referência modelo é na manufatura de próteses mecânicas feitas a partir de impressoras 3D, que contam com materiais produzidos a partir de fontes renováveis, como a cana-de-açúcar, beterraba, milho e outras espécies, conhecido como biopolímeros. Aqui, a matéria prima utilizada é parte do poliácido láctico constituído por moléculas de ácido láctico.

Essas próteses podem ser utilizadas diretamente pelo paciente a partir de impressão 3D, e inclusive servem de modelo para a produção de equipamentos em outros materiais. Esse tipo de impressão também resulta em atividades como réplicas de órgãos, quais são essenciais para mostrar complexidades de exames, quando as imagens não são suficientes para auxiliar determinados procedimentos.

Do mesmo modo, a impressão também auxilia em procedimentos cirúrgicos de coluna. Neste caso, a réplica é utilizada para planejamento de cirurgias de coluna e a realização de diagnósticos mais precisos.

A educação e o plástico

O uso do plástico é pauta também dentro da sala de aula. Afinal, já foi bastante exemplificado que o uso desse material serve para tudo, e isso não exclui o fato do aprendizado, seja este nos ensinos fundamentais, aos médios e superiores. Na medicina, a base dessa matéria é reflexo do que hoje se utilizam em impressoras 3D, por exemplo.

Dessa maneira, têm sido primordiais nos estudos infanto-juvenis o aprendizado dos 4R, isto é: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar. Até porque, a mudança de hábitos de consumo e produção de menos resíduos vem da infância.

Atualmente, pode-se utilizar o plástico como uma tecnologia propulsora para o aprendizado, seja este na sustentabilidade, na transformação do plástico, no modo de utilização do material, na explicação de matérias como robótica, química, física, biologia e até mesmo a matemática.

Nas mãos de crianças, a transformação educativa desse tipo de produto é essencial para o seu desenvolvimento. Inclusive quando se diz respeito ao todo, ou seja, em sociedade e debates que venham a ser relevantes na vida cotidiana. Ou seja, o uso do plástico também serve como experimento de criatividade, inventividade e o principal: conhecimento.

Economia Circular e o plástico

Pensando nisso, inicialmente, devemos pensar em um novo jeito de produzir e consumir. Desta vez, não só para crianças ou adolescentes, mas para quem atua hoje no mercado de trabalho. Isto é, refazer o modelo econômico em base do que é descartado que pode certamente ser reaproveitado. Trata-se, assim sendo, da transição da economia tradicional e linear, como a que conhecemos e trabalhamos, para a economia circular, que se baseia em um conceito de que nada é descartado e todos os elementos da cadeia produtiva são reaproveitados na fabricação de novos produtos, reduzindo a extração de matérias-primas da natureza, por exemplo.

A economia linear, pensando assim, gera muito desperdício e consequentemente gera custos para as empresas. A ideia aqui é repensar economias mais eficientes, gerando maiores benefícios produtivos para as indústrias.

Em 2021 o cenário tende a ser outro, e a Feiplastic já possui uma referência de parceria para continuar colaborando com o mercado. A iniciativa é manter seu trabalho em prol da cadeia e se tornar um diferencial competitivo, transformando a geração de valor, promovendo a melhora dos sistemas e evitando possíveis problemas.

Conheça mais sobre Economia Circular e o evento que entra para propagar o plástico como uma solução, não resíduo: Economia Circular

Falando sobre sustentabilidade e reciclagem

E por falar em reaproveitar: que tal reciclar?

O uso de consumo consciente do plástico no Brasil é uma das atitudes que possui influência em uma sociedade, além, claro, da indústria e certamente o meio ambiente. Não é à toa que um dos principais pilares da Feiplastic é justamente a sustentabilidade, atrelado sempre à inovação como conceito principal para a propagação de novas tecnologias neste contexto.

Segundo dados de 2016 do IBGE, a reciclagem cresce anualmente 14%. No Brasil, o mercado oferece possibilidades ímpares para a ação, que favorece a sustentabilidade e tecnologicamente melhora as oportunidades de novas criações através da reutilização.

Em controvérsia, de acordo com informações do The Guardian, cerca de 300 milhões de toneladas de plástico são fabricadas todos os anos e a maior parte não é reciclada.

Ainda, há diversos projetos que colaboram neste meio, como é o caso da Avantium, empresa holandesa de bioquímicos. A marca lançou neste ano de 2020 um projeto pioneiro para a fabricação de plásticos feitos de açúcares vegetais, ao invés de combustíveis fósseis. A ideia aqui é vender bebidas em garrafas de papelão forradas com uma camada interna de plástico vegetal. As credenciais de sustentabilidade são para garantir um futuro melhor para os produtos de engarrafados.

No entanto, enquanto a medida não compete no mercado por ora, é necessário que se inicie a partir da reciclagem, sem descartar o conceito de Economia Circular. Neste sentindo, também é preciso ter conhecimento dos processos de reciclagem, para que assim, seja possível realizar os descartes da maneira correta, acarretando em novas oportunidades para o material.

Saiba mais lendo: “Reciclagem de plásticos: como se dá e no que se transformam?

O plástico na construção civil

Pensando ainda no conceito de reutilização do plástico, nada melhor do que trazer o exemplo do material na construção civil. Este, está presente em cada aspecto, seja nas telhas, nas janelas, em revestimentos, pisos, sistemas de hidráulica, caixa d’água, além da contribuição no desgin e muito mais.

Não é para menos que a cada dia o material vem conquistado este setor da indústria, tendo em vista que só o plástico possui propriedades tão vantajosas para cada tipo de situação dentro da área. Neste ponto, podemos citar seu uso por exemplo em aplicações para encaixes e vedações, no caso de anti-corrosão.

Além do mais, também propicia isolamento térmico e acústico, utilizado para esses fins. Tampouco, seu uso também se refere brevemente ou numa ampla totalidade para meios de facilitação em transportes, uso para flexibilidades, higiene, impermeabilidade, durabilidade e resistência, assim como sustentabilidade e inovação.

Nas últimas décadas, seu uso tem inspirado arquitetos na projeção de edifícios com formas, conceitos e dimensões inteligentes, e isso se aplica justamente na contribuição para redução de custos e maior eficiência energética, tornando assim as obras mais sustentáveis e seguras.

Por fim, sabemos o quanto essa matéria prima e orgânica tem impactado em diferentes formatos na sociedade e na indústria, alavancando as inovações em diferentes contextos, com formas cada vez mais engajadas de modo econômico, com foco no auxílio de todas as frentes em setores propulsores da sobrevivência.

Agora você já sabe quais referências podemos utilizar nestes formatos, e como o plástico favorece a vida, a economia, a sustentabilidade e a inovação. A Feiplastic é o início e junção de todos esses nichos e permanece atuando em prol do mercado para revolucionar as indústrias que atende.

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