O mercado de bares e restaurantes em 2022: o que esperar?

Não apenas no Brasil, mas no mundo, o setor de bares e restaurantes tem buscado alternativas para atender o público nos últimos dois anos. Se a frequência nos estabelecimentos esteve restrita, serviços como delivery, bebidas engarrafadas e a aposta no e-commerce são apenas algumas das ações que têm contribuído para levar a experiência da gastronomia e da coquetelaria para casa, enquanto os estabelecimentos vivenciam o princípio de retomada do mercado e tentam, aos poucos, com o avanço da vacinação, recuperar os patamares do período pré-pandemia,

Prova disso, no segundo semestre de 2021, o setor deu sinais de crescimento, quando o número de consumidores nos bares e restaurantes aumentou, embora o movimento não tenha sido homogêneo.  Dados do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) sobre o mercado apontaram que, em novembro, foram gerados 25.620 empregos formais, atingindo a soma de 92.962 novas vagas no País, no período de um ano. 

Apesar dos números antecederem a disseminação da variante ômicron, já servem de inspiração para que tanto os profissionais quanto gestores projetem o cenário de recuperação pós-pandemia.  Segundo Percival Maricato, Diretor Institucional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), “o setor apresentou recuperação, mas esperava muito mais, o que não aconteceu devido à ômicron, à inflação, e a não recuperação do poder aquisitivo do cliente. Estamos um pouco melhor do que no ano de 2020”. 

Diante disso, o que esperar de 2022? Alguns especialistas acreditam que, neste ano, será preciso resiliência e cautela. O retorno do público aos estabelecimentos deverá ocorrer em ritmo gradual, já que depende de fatores como controle da pandemia e a volta das sensações de segurança, confiança, além, claro, da manutenção dos protocolos de saúde.

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Neste sentido, estabelecimentos que desenvolveram o serviço de delivery têm promovido iniciativas com foco em equilibrar o movimento do salão com as entregas – que ganharam muito espaço diante das restrições – e se tornaram mais uma possibilidade de receita para o comércio de bebidas e alimentação. Quem não desenvolveu o serviço próprio, fez parcerias com aplicativos para ajudar nas operações. 

Na opinião do diretor, o tipo de serviço se consolidou nos estabelecimentos de comidas e bebidas e deverá seguir em alta, contribuindo para os lucros, mesmo no pós-pandemia. “A tendência é de crescimento do delivery, muitos estabelecimentos aderiram e as famílias se acostumaram com suas facilidades. Todos os produtos de bares e restaurantes, mesmo supermercados, inclusive bebidas, sobremesas, etc., passaram a ser entregues. O delivery contribui, em média, com 10% a 30% do faturamento, dependendo do produto, do marketing do negócio, da facilidade de embalar e entregar”, defende.

Outro diferencial deste ano é a previsão da volta dos eventos, que costumam agitar os setores. Um exemplo: marcado para novembro, a Copa do Mundo é vista com bons olhos pelos profissionais e pode ajudar a aumentar as vendas, caso a pandemia esteja controlada. Os grandes acontecimentos esportivos sempre ajudaram a movimentar bares e restaurantes. A Copa é a principal atração e ajudará a melhorar nossa performance”, aposta Maricato.

O retorno das feiras também tende a favorecer os segmentos, com lançamentos de produtos e tendências e novas oportunidades de negócios. O BCB São Paulo, uma delas, está agendada para 21 e 22 de junho, no Expo Barra Funda, em São Paulo.

O evento tem buscado, em sua plataforma on-line, retratar as novidades e os principais movimentos do mercado, trazendo dicas de especialistas gabaritados para estimular o setor de bares com ideias, inovações, conhecimento e curiosidades para profissionais e gestores. Continue acompanhando os conteúdos!