A importância e os desafios do delivery neste momento de mercado

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A pandemia do novo coronavírus provocou uma reação em cadeia em diversos setores. No de bebidas, entretanto, quase que essencialmente ligado aos hábitos sociais e celebrações, o impacto foi ainda mais emblemático. Estimativas apontam o fechamento entre 20 e 25% de restaurantes, bares e lanchonetes no país em seis meses de isolamento.

Para quem fica, a lição é clara: é preciso pensar em recursos para manter o atendimento, mesmo que a distância. Mercado existe. Uma pesquisa realizada por empresa de monitoria de mercado registrou aumento de quase 94% nas vendas on-line de bebidas alcóolicas entre fevereiro e maio em relação ao mesmo período do ano passado. O tíquete médio também cresceu 4,3%. Boa parte disso se deve ao sistema de delivery.

A entrega em domicílio garantiu um mínimo de estabilidade a alguns setores considerados essenciais. Um estudo da empresa OnYou feito em abril em formato digital revelou que os restaurantes concentram 89% dos produtos e serviços mais pedidos por delivery na quarentena. Farmácia vem em segundo, com 32%; depois supermercado, com 29%, e bebidas (lojas e bares) com 14%.

Mas será que todo estabelecimento está preparado para o delivery? A resposta já foi explorada na série de conteúdo digital gratuito “BCB Shots”, uma das primeiras ações do BCB São Paulo para suporte a comunidade de coquetelaria durante o período mais crítico da pandemia. Em uma live no mês de julho, a nossa embaixadora Carolina Oda falou um pouco sobre como este tipo de operação pode ser complexa e a necessidade do planejamento, uma vez que muitos estabelecimentos nunca trabalharam com a dinâmica.

Na ocasião, o assunto foi discutido com Armando Amaré, sócio dos bares Negroni e Estepe, além de sócio-fundador da aceleradora Relp, juntamente com Marco De La Roche, diretor de educação do BCB São Paulo. Entre os temas abordados estão a quebra de paradigmas sobre o delivery, conceito e marketing da marca que devem ser aplicados no processo, viabilidade, planejamento financeiro, operação, logística e gestão.