Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o número de pessoas que estavam trabalhando no regime home office caiu de 8,86 milhões para 8,2 milhões com a retomada gradual das atividades. O número não só indica que uma quantidade cada vez maior de profissionais está de volta aos escritórios como a chegada do momento em que é preciso pensar em como será este tempo pós-pandemia na relação empresa – colaborador.

Bares e restaurantes ao redor do mundo começaram a atender presencialmente, mas com um rígido protocolo de segurança. Distanciamento de mesas, uso de máscaras e equipamentos de proteção por funcionários e clientes, ambiente frequentemente higienizado e horário de funcionamento reduzido são algumas regras. Contudo, não podemos esquecer que, no caso dos bares, o bartender, o gerente, o entregador também estavam imersos nas incertezas da pandemia até outro dia.

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Isso significa dizer que é preciso treinamento e suporte para que estes profissionais trabalhem com segurança no amplo sentido da palavra. Um estudo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), envolvendo países como Colômbia, Líbano, África do Sul, Suíça, Ucrânia e Reino Unido, indica que a pandemia de Covid-19 teve um impacto negativo na saúde mental de 51% dos entrevistados. Como os profissionais de bares e restaurantes lidam diretamente com o público, é importante uma orientação sólida, controle de cuidados e um olhar atento às necessidades individuais.

Alguns pontos a considerar neste cenário em gestão de pessoas:

1 Treinamento

Antes de reabrir as portas é necessário um planejamento para que todas as exigências dos órgãos de saúde sejam plenamente atendidas. Inclua no checklist da retomada a orientação e atualização dos colaboradores, deixando claro o que é permitido e o que não é, além dos equipamentos de proteção individual que serão disponibilizados.

2 Flexibilidade e empatia

Com o distanciamento social as empresas aprenderam que é possível adotar diferentes dinâmicas de trabalho. Claro que, no caso dos estabelecimentos, o home office fica mesmo para as funções administrativas, mas é possível organizar turnos e escalas de folgas de forma a não só reduzir aglomerações e contato do staff, mas ajudar os funcionários que têm filhos pequenos, por exemplo, já que as escolas ainda não voltaram a funcionar.

3 Fique atento à equipe

Principalmente durante este período atípico, vale muito ficar de olhos abertos para a parte comportamental. O sucesso da operação depende de um time coeso, engajado e, para tal, é preciso sentir segurança de que existe um cuidado por parte da gerência / direção. Este cuidado, aliás, quando genuíno e efetivo, é percebido também pelo cliente, que, com certeza, passa a também se sentir mais confiante e seguro.