Campanha para consumo consciente valoriza a bebida como experiência e incentiva a solidariedade

O consumo consciente de álcool é um assunto cada vez mais discutido no setor de bebidas e na sociedade de forma geral por conta de uma série de fatores, incluindo mudanças de comportamento de consumo. O tema fez parte da grade do Global Bar Week, evento digital que reuniu as principais feiras de bebidas do mundo, e que trouxe Diogo Sevilio, que atua na área de coquetelaria há 15 anos, para detalhar a campanha #1DrinkaMenos.

Durante a apresentação, que teve a participação de Marco De la Roche, Diretor de Educação do BCB São Paulo, o profissional explicou como a ideia surgiu e os bons resultados já alcançados. Ele contou que estava desenvolvendo outro projeto, o Marginália, focado na valorização de bebidas, cultura e botecos marginalizados, quando sentiu a necessidade de incentivar um novo olhar sobre o consumo de álcool.  

“Dependência química e alcoolismo fizeram parte da minha vida durante anos e, na minha cabeça, eram questões justificáveis e que funcionavam como recompensas, principalmente, pelo estresse do trabalho. Depois, percebi que ou eu parava ou acabaria morrendo. Mas, ao mesmo tempo, como parar de beber e continuar vendendo o que eu considerava um veneno? Minha esposa fez essa pergunta e me fez pensar em criar algo que fizesse do álcool uma experiência e não algo para se intoxicar”, disse Diogo.

Assim, a campanha recebeu o nome de #1DrinkaMenos e teve estreia durante o Marginália. Na ocasião, as pessoas poderiam comprar fichas para os drinks disponíveis com preços baixos e a ideia foi incentivar que, ao invés da saideira, fizessem a devolução no caixa, revertendo em doações. “Será que já não é hora de parar? Será que não é melhor trocar o que seria o meu último drink e até minha embriaguez por solidariedade? São esses tipos de questionamentos que a campanha propicia, trazendo reflexão. Juntando todas as vezes que ela foi aplicada, conseguimos doar 600 reais para a Casa 1, centro de acolhimento da população LGBTQI+ em situação de rua”, comemorou.

O profissional também explicou que a campanha não deve depender do Marginália, que traz para locais específicos elementos marginalizados pela sociedade, como o grafite. “No caso da #1DrinkaMenos, é possível aplicar de forma independente, porque a ideia é reverter a bebedeira em doações, sejam para crianças carentes, hospitais, entre outros. Se as marcas de bebidas adotarem essa hashtag e promoverem a campanha, será possível mobilizar ainda mais pessoas”, finaliza.

Assista a apresentação #1DrinkaMenos de Diogo Sevilio no Global Bar Week:

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