Saiba mais sobre a história do limão siciliano, yuzu e limão-capeta

O limão é popular no preparo de drinks, mas existe uma história milenar por trás dos tipos de limão, como o limão siciliano, o yuzu e o limão-capeta

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Em fundo escuto, taça transparente de bebida é destacada, com líquido transparente, rodelas de limão e gelo em seu interior, em cima de superfície escura com rodelas de limão cortadas e colher de coquetelaria prateada apoiada

O limão é um ingrediente popular para a coquetelaria, afinal é possível fazer drinks deliciosos usando uma variedade de tipos da fruta, sendo o limão siciliano uma das mais populares.

Além da combinação com cachaça que resulta na popular caipirinha, é possível usar limão em coquetéis com diversos, como aqueles feitos com erva-mate. Mas você sabia que o limão tem uma história milenar e que o limão siciliano, por exemplo, não é original da Sicília, na Itália?

Conheça um pouco mais sobre a história deste fruto interessante e saiba as diferenças entre limão siciliano, yuzu, limão-capeta e outros.

A história do limão

Como conta o The Alchemist Club, existe o gênero Citrus, que abrange plantas como o limão, laranja, tangerina e outras, chamadas de citrinos. Todas são originárias do Sudeste subtropical e tropical da Ásia e passaram por vários cruzamentos e melhoramentos genéticos.

É o caso do limoeiro, que tem origem no sudeste asiático e foi trazido da Pérsia pelos árabes para a Europa, no ano 1.000. Porém, a adaptação do fruto foi tão boa na região da Sicília que aquela fruta recebeu o nome de limão siciliano.

Registros dão conta de que Teofrasto, aluno de Aristóteles e pai da Botânica, foi quem fez as primeiras descrições precisas do limão siciliano para fins terapêuticos. Além disso, ele era popular entre os egípcios, que utilizavam a fruta no kashkab (bebida à base de limão, cevada, hortelã, arruda e pimenta-preta). O limoeiro, por sua vez, protegia oliveira de pragas na antiguidade e também era usado como ornamento no Mediterrâneo. O limão siciliano chegou à América por meio de missionários espanhóis;

Limão siciliano

De acordo com o site, do ponto de vista botânico o limão siciliano é considerado o limão verdadeiro. O limoeiro é uma árvore que atinge no máximo seis metros de altura, com galhos muito ramificados, flores perfumadas e frutos de casca grossa e amarela, de formato alongado. Ao mesmo tempo, o limão siciliano aprecia solo arenoso e bem adubado e pode ser cultivado em regiões de clima quente ou temperado.

Limão-capeta

O limão tem variações que, tecnicamente, são as limas ácidas, frutos de limeiras (em vez de limoeiros), como o limão-taiti, limão-galego e limão-capeta. Também conhecido como limão-cravo ou limão-rosa, é uma lima ácida, verde-amarela e de casca fina. Acredita-se que tenha origem indiana e seja um híbrido de tangerina com limão. A árvore, por sua vez, cresce 4 metros, sem exigências quanto a solo, irrigação e temperatura.

Limão yuzu

Outra fruta cítrica é o limão yuzu, que tem origem chinesa e é cultivado no Tibet, Japão e Coreia. Possui aroma característico e cor verde ou amarela. A árvore é resistente ao frio e sobrevive em regiões com invernos de até -12ºC. Ao mesmo tempo em que a árvore pode ser usada como ornamento, a cultura coreana prepara um xarope com a fruta para combater a gripe.

Os citrinos são populares na fabricação de gin por levar frescor e leveza ao destilado. Além disso, podem estar presentes tanto entre os ingredientes (afinal, as cascas decoram taças de Gin Tônica) quanto nos bastidores. Por fim, o ácido cítrico dos limões ajuda na limpeza e clareamento de alambiques de cobre.

Agora que você aprendeu mais detalhes sobre limão siciliano, limão-capeta e limão yuzu, conheça também 6 famílias de drinks para você explorar o universo da coquetelaria e não se esqueça de assinar a nossa newsletter agora mesmo!