Dobradinha no alambique: A produção de gin em tradicionais alambiques de cachaça

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Martin Braunholz lembra com saudosismo da juventude na década de 70. Era o auge do Gin Tônica, no Brasil. A tendência que veio da Europa desapareceu dos bares e restaurantes nos anos seguintes, caindo no ostracismo.

O que o executivo do setor de autopeças, e hoje empreendedor do ramo de bebidas artesanais, não imaginava é que quatro décadas depois ele estaria tomando novamente o clássico, mas agora feito com uma reserva própria de gin.

O destilado com zimbro – que surgiu como remédio caseiro para a Peste Negra e já foi inimigo da Coroa inglesa no século 18 – recentemente destronou a vodka como bebida mais popular na Europa. Nos últimos 10 anos vivenciou uma explosão de consumo com nova roupagem: qualidade e exclusividade.

No Brasil essa onda é mais recente, chegou há pouco mais de quatro anos e segundo especialistas em mercado tem muito espaço ainda para crescer. “Se eu tivesse que voltar atrás, faria tudo de novo”, diz Martin. Na microdestilaria Hof, em estilo boutique na bela Estância de Serra Negra (SP), o gin é a estrela da casa. Representa 60% do faturamento, sendo superior à venda da própria cachaça.

A produção começou num alambique típico. E, mesmo, com a opção de produção limitada, o sucesso do gin levou o proprietário a comprar um segundo equipamento especial de destilação só para fazer o espírito.

O London Dry Minna Marrie Cristal, foi medalha dupla de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, em 2018. Com destilação em alambique de cobre tipo “pot still”, combina 15 botânicos com realce cítrico e frutado.

Essa é uma seleção de conteúdo da Reed Exhibitions sobre o mercado. Para continuar lendo, visite o site Mapa da Cachaça com a matéria completa.