OS GINS JAPONESES

Dobradinha no alambique: A produção de gin em tradicionais alambiques de cachaça
Foto de Toni Cuenca no Pexels
Matéria de Capa da edição de dezembro Revista The Alchemist
Por: Alex Mesquita, mixologista e consultor – @oficialalexmesquita

Em 1916, um japonês pioneiro chamado Masataka Taketsuru viajou para a Escócia para mergulhar no comércio de whiskey. Após a aprendizagem em três destilarias, Taketsuru retornou ao Japão em 1923 e começou a trabalhar como destilador-mestre da empresa Suntory. Em 1936, ele fundou sua própria marca, chamada Nikka, que mais tarde seria incorporada por um grupo de bebidas local. Setenta anos depois, Nikka e Suntory continuam liderando a indústria japonesa de whisky. Em 2001, a Whisky Magazine coroou o Yoichi de dez anos da Nikka como o “Melhor dos Melhores”, enquanto, em 2015, o Yamazaki Sherry Cask 2013 da Suntory foi nomeado o melhor whisky do mundo pela “Bíblia de Whisky de Jim Murray”.

A bebida ficou tão popular de fato que houve escassez e isso comprometeu por um pequeno período todo um investimento nesse nobre destilado. Enquanto isso o gin, uma bebida cujo tempo de produção pode ser medido em semanas, em vez de décadas, oferece aos destiladores uma fonte de renda muito mais ampla. E, diferentemente do envelhecimento do whisky, há também um risco muito menor de sofrer danos catastróficos durante desastres naturais. Hoje, na bola da vez dos gins japoneses, destacamos o Roku. Um gin muito bem elaborado e com todo cuidado de destilação e produção, que respeita o mais alto critério exigido pelos métodos japoneses. O Roku utiliza seis plantas japonesas: flor e folha de sakura, casca de yuzu, chá Sencha (chá-verde), chá Gyokuro (chá-verde refinado) e pimenta Sanshō. Hoje mais de 30 destilarias estão produzindo gins no Japão. E esse número é crescente. Em 2018, por exemplo, as exportações de gin japonês cresceram impressionantes 600%. E com esse aumento, crescem cada vez mais as inúmeras variações com tônicas dos mais diversos tipos e a suas devidas acentuações de sabores. No “pairing”, há o clássico uso do gengibre que realça ainda mais as notas picantes presentes no Roku.

Hoje muitos bartenders mundo afora vêm criando combinações ainda mais diferentes. E, em se tratando de um produto tão exclusivo, isso não poderia ser diferente. Sabemos que dentro dos pilares de sabores temos duas pirâmides bem definidas: um pilar de contraste e a outro de similaridade. Pensando nisso, o nosso parceiro e mixologista Alex Mesquita criou uma receita especial e de fácil preparo para vocês com o gin Roku. Dica: Uma das formas iniciais de se interpretarem sabores é fazendo a diluição correta do destilado com água com gás, por exemplo. Nesse caso, podemos dizer que essa receita pode ser uma variação de um americano, porém sem a presença do Campari e com baixo amargor. Tudo isso realçando as notas florais do Roku.

ROKU STYLE

• 50 ml de Gin Roku
• 20 ml de Cynar (amargo, de alcachofras)
• 3 rodelas pequenas de gengibre Completar com água com gás gelada em copo com bastante gelo.
Como decoração, adicionar uma rodela de limão siciliano.

Essa é uma seleção de conteúdo exclusivo que você encontra no The Alchemist Club, o 1º clube de gins do Brasil. Faça parte do Clube e ganhe descontos, produtos exclusivos e gift especiais.