Encontro reuniu presidente da Abrabe, diretores da KPMG e executivos de grandes marcas (Foto: Leo Orestes)

Consumidor busca por produtos de maior qualidade; possibilidade de acordos bilaterais pode resultar em expansão do mercado

Um inédito e amplo estudo sobre o mercado de bebidas alcoólicas, organizado pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e pela consultoria KPMG, comprova que, a despeito da crise econômica que impactou fortemente o setor nos últimos anos, é possível voltar a crescer. A possibilidade de acordos bilaterais entre o Brasil e grandes mercados consumidores e uma radical mudança no hábito do consumidor de bebidas alcoólicas, identificada pelo estudo sobretudo nas classes A e B, podem resultar numa forte expansão tanto do mercado interno quanto das exportações. “Esse consumidor quer mais do que um produto de qualidade: quer vivenciá-lo da maneira mais ampla possível”, afirma Thaís Balbi Rodrigues, sócia de Estratégia da KPMG Brasil.

Essa busca por novas experiências sensoriais é verificada, segundo ela, em todas as categorias de bebidas. “O que era restrito ao mercado de vinhos e espumantes hoje se expandiu para as cervejas especiais e para os destilados”, diz Thaís. Uma das oportunidades que pode ser explorada é a associação com o mercado de turismo, tão bem-sucedida em outros países e que começa a se popularizar por aqui. “O mercado caminha para a conjugação entre elementos de diferentes setores econômicos: a experiência sensorial proporcionada pelas bebidas, aliada à gastronomia (marcada fortemente pela harmonização) e enriquecida pelo turismo nas localidades de produção das bebidas”, afirma Cristiane Foja, presidente-executiva da Abrabe. “As vinícolas no Sul do País fazem parte do roteiro turístico, assim como as cervejarias e cachaçarias ganham força em todas as regiões do Brasil.”

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