Gerenciando a inovação da construção em sua organização

Gerenciando a inovação da construção em sua organização

Muitos esforços para conduzir a inovação e melhorar a indústria construtiva envolvem soluções limitadas desenvolvidas para resolver problemas igualmente limitados. Todos, uma hora ou outra, experimentam o que podemos chamar de ‘compartilhamento de dores’, ou seja, um conjunto comum de barreiras que nos impede de atingir o verdadeiro potencial.

A solução não vem de um só caminho, mas de mudanças fundamentais em nossos processos e comportamento. “Se você apenas resolve problemas do empreiteiro, por exemplo, está despendendo esforços quase em vão. É preciso discutir toda o cenário construtivo a fim de inovar e avançar a indústria”, afirma um gestor de produtos mundo afora.

Nesse sentido, reunir pensadores da área, formadores de opinião e mesmo digital influencers que estejam inseridos no segmento é uma ótima maneira de experimentar o poder colaborativo de resolução de problemas. Melhor ainda se você tiver a oportunidade de participar ou indicar um workshop de A3 dentro de sua empresa.

Mas, o que é um workshop de A3?

Um workshop A3 usa uma abordagem de resolução de problemas pioneira estruturada pela Toyota meio século atrás. Normalmente, a metodologia é usada para apoiar a melhoria contínua e tem esse nome por tradicionalmente usar a folha homônima para guiar o processo e anotar os resultados.

A abordagem do A3 fornece uma estrutura para diferentes perspectivas avaliarem suas dores coletivas compartilhadas, se alinhar em torno de uma visão comum do futuro e avançar com uma estratégia de implementação realista. Juntos, cada um desenvolve uma melhor compreensão de porque existem essas causas-raiz e que medidas são viáveis para nos ajudar a superá-las e atingir uma visão de “céu azul”.

A seção mais desafiadora dessas oficinas de A3 – não surpreendentemente – é o acompanhamento. Mesmo que os próximos passos sejam claramente descritos no relatório e compreendidos pelos participantes, no mundo real de treinamentos e implementação, é “mais fácil dizer do que fazer”.

Por isso, é necessário uma posição sólida por parte dos gestores das marcas. É necessário nortear a implementação de mudanças e fazer parte de um esforço conjunto com sua equipe e parceiros que estejam abertos a conversas colaborativas com foco na quebra de barreiras e resolução de problemas, sejam eles a falta de compreensão de métricas para o sucesso, como controlar a monetização inicial de um projeto, ou mesmo, como melhorar sua entrega.

Os resultados são notados a curto prazo e o aprendizado, na maioria das vezes em que a metodologia é empregada, gera um grande número de planos de inovação, melhora na colaboração em equipe e insights valorosos em projetos. Vale pontuar ainda que quanto mais diversificado o grupo participante, mais o valor gerado no relatório A3 é verdadeiro.

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