Em busca da cidade ideal

Em busca da cidade ideal

Por Mônica Barbosa

Quando bem utilizada nas horas vagas, a internet pode se transformar num poço de informações que estimulam nosso lado mais inovador e criativo. É o caso do TAB, um projeto de conteúdo multimídia do portal UOL que aborda temas atuais, como sustentabilidade, mobilidade, consumo e tecnologia de  maneira interativa e interessante para entreter o público jovem.

A edição “Design na Cidade” é a minha favorita e pondera sobre o futuro das metrópoles brasileiras. Para isso, foram chamados diversos profissionais do mundo do design e arquitetura no intuito de refletir sobre como podemos tornar o espaço público e, consequentemente, a cidade mais agradável aos moradores.

Os designers Ana Neute e Rafael Chvaicer, do estúdio NeuteChvaicer, por exemplo, falam sobre a importância de pensar a iluminação nas ruas como uma maneira de trazer uma sensação de segurança e até mesmo de conforto para os moradores. Afinal, segundo uma pesquisa de 2011 divulgada na renomada publicação especializada em urbanismo Urban Affairs Review, as pessoas são mais felizes quando vivem em cidades mais limpas e seguras.

E adivinha o que, ainda de acordo com esse relatório, pode tornar uma cidade mais atraente? A beleza, é claro. Tanto para Ana quanto Rafael investir em design também seria uma solução para que pessoas a entendam o espaço urbano como “algo além do funcional”. O problema é que do jeito que a área pública está desenvolvida hoje em dia a sensação é a de que os municípios servem apenas para ser percorridos. “Apenas quando as pessoas alcançam seus destinos, como uma casa, uma loja, é que encontram um espaço de estar”, diz Rafael ao TAB.

Já os arquitetos do estúdio Vapor 324 acreditam que faltam espaços na capital paulista onde a inatividade, silêncio e observação possam ser praticados e imaginam uma espécie de ônibus aquático de passeio que conectaria o Parque Ecológico do Tietê ao Parque das Represas. A ideia deles vai ao encontro das afirmações que os arquitetos escandinavos Jan Gehl e Lars Gemzoe fazem no livro “New City Life” (“Nova Vida Urbana”, em português). Na publicação, eles citam 12 critérios que definem um bom espaço público, entre eles estão a necessidade de espaço para caminhada e prática de esportes e a não existência de poluição ou barulho.

Por último (e usando a tecnologia ao nosso favor!), o designer Andrei Speridião inventou o Bueiros Conectados, um aparelho eletrônico que funciona acoplado no cimento das tampas dos bueiros para detectar e divulgar falhas que acabam causando acidentes e inundações. Em um momento de empoderamento colaborativo, essa pequena máquina carrega as informações para uma rede social na qual os próprios cidadãos podem monitorar bueiros importantes nas respectivas redondezas e cobrar do governo. Incrível, né? Veja a matéria na íntegra aqui.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

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