Inovação vai além da busca de tecnologia de ponta, dizem CEOs

Inovação vai além da busca de tecnologia de ponta, dizem CEOs

Inovação não é a busca pela tecnologia de ponta apenas, mas agregar mais valor ao cliente, trazer os funcionários para o centro das decisões e promover a diversidade dentro da empresa. Esse foi o consenso entre os presidentes e executivos de grandes corporações que participaram do painel “Os desafios da Inovação na Indústria – Como ultrapassar as barreiras e gerar oportunidades”, durante o Encontro de Líderes que integra a intensa programação da Mecânica Manifacturing Experience.

Arthur Lavieri, CEO da Solaris, empresa de aluguel de máquinas especiais, lembrou que, devido à crise, em 2016 o negócio caiu 70% em comparação a 2013, ano de melhor desempenho da companhia. “Fomos até nossos clientes para entender por que não nos procuravam. Com esse mapeamento, buscamos soluções para melhor atendê-los e o resultado já é sentido”, garantiu.

Empresa de locação de galpões, a Tópico apresentou outra prática. Segundo o CEO Sebastião Furquim,  a cada três meses a empresa reúne os executivos e a área comercial para analisar o que leva os clientes a buscarem seus serviços. “Temos como meta sermos confiáveis e, para isso, temos que entregar no prazo o que foi pedido. E quando não é possível, buscamos reduzir ao máximo o atraso”.

Uma ação simples de requalificação na empresa, começando pelos executivos e depois descendo para outras áreas, de forma a envolver a todos, foi a solução comentada por William Macedo, gerente de Tecnologia e Desenvolvimento de Novos Negócios da White Martins.  “Criamos inclusive um banco de ideias que foi um sucesso. Além de recebermos muitos projetos também conseguimos aproximar os funcionários à empresa.” Macedo lembrou ainda que o processo de inovação tem começo, meio, mas não tem fim. “Tem que ser constante, sempre envolvendo todos os colaboradores”, concluiu.

Já Diogo Corazza, gerente de Aplicação da Trumpf, que participou representando o presidente da empresa no Brasil, João Visetti, afirmou que a empresa busca manter talentos, incentivando todos a falarem sobre a impressão de trabalhar ali. “De tempos em tempos recebemos feedbacks sobre como as pessoas se sentem na empresa, em relação ao local de trabalho e se sugerem alguma mudança”.  Corazza disse ainda que a Trumpf reinveste 10% de seu lucro em inovação.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: 2PRÓ Comunicação

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