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A Bioenergia e a Cana-de-Açúcar: projeções para 2019 com Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana

A expectativa do mercado interno para produção e consumo de etanol para 2019 é bastante positiva, se comparado aos últimos anos. O alto consumo de combustíveis, consciência ambiental e a aprovação de políticas públicas deixam o setor em evidência no cenário mundial”.

As palavras são de Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, e embora o mercado de combustíveis esteja passando por um momento de questionamento por parte de seus principais consumidores, a indústria automotiva, com o massivo investimento em veículos elétricos –  cenário reforçado por todas as montadoras no último Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, realizado em novembro e organizado pela Reed Exhibitions Alcântara Machado – as alternativas de energia limpa possuem cada vez mais aceitação no mercado, bem como a bioenergia e os subprodutos biodegradáveis. “A transição é inevitável”, mas as projeções são positivas e amplas. Para Montabone, a energia gerada com a cana-de-açúcar continuará sendo utilizada de múltiplas formas, ora como destaque, caso da bioenergia, ora como coadjuvante na co-geração da matriz energética.

O etanol é uma solução global e futuramente pode servir de aditivo à gasolina e, o ideal, segundo Montabone, é “intensificar os esforços em soluções pelas quais o etanol sirva como aditivo aos combustíveis já existentes. Além disso, ainda ganhando volume para a cana, com extrações da celulose, biocombustíveis à base de milho são o futuro para o setor”, explica o executivo que está na Fenasucro & Agrocana desde a primeira edição e acompanha de perto a evolução desse mercado.

“A Bioenergia, através da queima do bagaço contribui na matriz energética nacional, e juntamente com seu novo posicionamento, vem tomando formas positivas no mercado de energia elétrica. Hoje, o setor contribui com o equivalente à duas usinas hidrelétricas de Itaipu, podendo ampliar sua contribuição em mais de 40%”.

Em vista disso, a Fenasucro & Agrocana, como patrimônio do setor de açúcar, etanol e bioenergia atua em conjunto com o mercado, tendo como objetivo fortificar as necessidades da evolução de consumo. As indústrias, para este setor, se concentram na macro região de Ribeirão Preto, o epicentro do desenvolvimento. Inclusive, o futuro da bioenergia estabelece uma relação ‘tecnocomercial’ com Sertãozinho, local onde o evento acontece e que se tornou um grande laboratório da produção de bioenergia global.

Mais de 350 empresas e mais de 120 usinas fortalecem essa vocação regional.
Para 2019, a Fenasucro & Agrocana acontece de 20 a 23 de agosto. O evento reúne mais de mil marcas expositoras, cerca de 39 mil visitantes e mais de 300 horas de conteúdo. Somente na última edição o evento projetou R$ 4 bilhões no mercado sucroenergético.
Conteúdo proprietário: Reed Exhibitions Alcântara Machado
Redação: Ana Carolina Tissoni

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