Melhora da economia e RenovaBio trazem otimismo ao setor sucroenergético

Melhora da economia e RenovaBio trazem otimismo ao setor sucroenergético

Foto: Divulgação

A nova política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio , é considerada uma esperança para o setor sucroenergético. Segundo especialistas, o programa, em fase de regulamentação, devolverá otimismo ao segmento, que se recupera de uma crise marcada pela ausência de políticas de incentivo e pela recuperação lenta da economia em um cenário de pós-crise.

Dada a importância do RenovaBio e suas metas, que objetivam o aumento do uso de biocombustíveis em detrimento aos fósseis, o assunto é um dos nortes da programação e ações da 26ª FENASUCRO & AGROCANA.

“A FENASUCRO & AGROCANA tem um papel enorme de esclarecimento e divulgação desse programa, que abrirá uma janela de oportunidades para toda a matriz sucroenergética, principalmente num momento em que o setor está saindo de uma crise importante e recuperando a confiança”, diz Elizabeth Farina, presidente da UNICA.

A nova política voltada aos biocombustíveis, aliada a um cenário de recuperação econômica, é um fator que explica a previsão de crescimento para a feira, que será realizada de 21 a 24 de agosto em Sertãozinho.

Entre os pré-credenciados para esta edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, 58% informaram possuir verba disponível para investimentos. Ainda entre os que já fizeram o credenciamento, 51% afirmaram ter poder de decisão ou recomendam a compra durante o evento. “Neste ano, mesmo diante de um cenário brasileiro instável, em que o crescimento econômico do país será de 2,5% em 2018, a FENASUCRO & AGROCANA tem crescido e as nossas expectativas superadas, demonstrando a força e a capacidade do setor sucroenergético em se reinventar”, considera o diretor da feira, Paulo Montabone.

Soma-se ao potencial previsto para a feira, a realização das Rodadas de Negócios, organizadas para atender à demanda do mercado, conectando fornecedores e compradores.

Considerando apenas a rodada nacional, a expectativa é movimentar R$ 13 milhões em transações e registrar a participação de pelo menos 200 fornecedores. “É um modelo que utilizamos há muitos anos, de relacionamento tático em relação a negócios ofertados e procurados na feira”, explica Montabone.

As rodadas nacionais serão realizadas nos dias 22 e 23 (quarta e quinta-feira), no período da manhã da feira, com reuniões pré-agendadas de 15 minutos cada. Ao menos 20 reuniões devem ser realizadas.

Já as negociações internacionais terão mais de 20 delegações confirmadas. Os compradores virão da Argentina, África do Sul, Belize, Cuba, Costa Rica, Equador, Guatemala e Peru. A delegação do Sudão, por exemplo, vem com alto poder de compra para a compra de produtos voltados à montagem de usinas.

“As expectativas são as melhores possíveis. A taxa do dólar está favorável para a exportação. Mesmo com o preço do açúcar em baixa no mercado internacional, os grupos açucareiros estrangeiros continuam com projetos de expansão e ampliação das exportações”, afirma o diretor executivo do APLA/APLEX, Flávio Castellari.

Esse é um conteúdo exclusivo da Reed Exhibitions Alcantara Machado sobre o mercado. Matéria publicada originalmente no G1.

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