Como o serviço de entrega de alimentos frescos está mudando o transporte...

Como o serviço de entrega de alimentos frescos está mudando o transporte refrigerado

Está mudando a maneira que os americanos fazem suas compras. De acordo com um famoso supermercado online, as vendas ascenderam a cerca de US$14,2 em 2017 e são esperadas para chegar a US$ 30 bilhões até 2021. Kits de refeição, por exemplo, são atualmente um negócio de US$ 2,2 bilhões e vão crescer 25 a 30% anualmente durante os próximos 5 anos.

Após a aquisição da Whole Foods Market pela Amazon no ano passado, por exemplo, o gigante do comércio eletrônico recentemente começou a oferecer entrega de mantimentos para o mesmo dia em seis cidades e diz que vai expandir o programa para o resto do país ainda este ano. Já uma famosa cadeia de hipermercados anunciou que está expandindo seu serviço de entrega de compras on-line para 100 áreas metropolitanas no final do ano.

No entanto, o FoodDive.com – site e entidade de análise e notícias sobre a indústria alimentícia – observa que, apesar de rápidos avanços e expansão no modelo de mercearia clique-colete e entregue em domicílio, a luta contínua para resolver uma pertinente questão. “Execução e obstáculos operacionais abundam na busca para escolher adequada e satisfatoriamente como entregar com alta margem de lucro produtos perecíveis como carne, alimentos congelados e refrigerados que exigem temperaturas controladas”, relata o site.

“As mudanças logísticas da indústria precisam acompanhar os novos padrões de consumo alimentar dos EUA. Os equipamentos estão mudando, os modos de deslocamento também, tudo em resposta a essa tendência”, revela um executivo da Wabash National, empresa de fabricação industrial diversificada e maior produtora de semirreboques e sistemas de transporte de líquidos da América do Norte.

As últimas novidades em veículos refrigerados de produtos específicos, incluindo carrocerias de caminhões multi temperaturas, estão se tornando mais úteis para acompanhar a constante mutação que essa cadeia vem apresentando. O diretor de marketing e novos negócios da Morgan Corp. diz que a empresa se dedica a alguns dos principais varejistas do país. “E eles não sabem o que vai acontecer, tudo está mudando tão rápido, que nos últimos 10, 15 anos, muitos falharam”, revela. O executivo explica  ainda que estas tendências começaram com o que chama de “dois G.: geracional e geográfica, efeito guiado por millennials de áreas urbanas que valorizam o seu tempo livre e não necessariamente têm carros, para a entrega a uma densa população assim faz sentido”.

Existem vários players neste cenário, de varejistas a empresas de entrega por terceiros, especialistas em logística, entre outros. Alguns serviços simplesmente usam personal shoppers e dependem de embalagens individuais para acondicionar os produtos. Já o novo programa de delivery da Amazon, por exemplo, é executado através do Prime, serviço que se baseia em empreiteiros para fazer entregas em seus carros pessoais. Se este serviço será bem-sucedido no fornecimento de alimentos resfriados ainda na temperatura adequada no momento da entrega é outra questão.

Outros serviços e varejistas estão olhando para os veículos de entrega de baixo peso, que lhes permitem utilizar condutores sem habilitação comercial. “Pequenos fabricantes de chassi como vans Ford Transit e Spinter estão se tornando mais populares para esse segmento”. E a mudança logística de alimentos refrigerados não se limita à entrega de compras em domicílio. O diretor de marketing cita o exemplo de uma cadeia de lojas de conveniência que também oferece hambúrgueres, pizzas, sanduíches, saladas e outros alimentos de que podem ser pedidos online ou por meio do app dedicado. “Eles movem o produto do depósito para lojas e há muitas delas na área de entrega, então precisam entrar e sair rapidamente. Mesmo alguns minis caminhões são muito grandes, então procuram os modelos menores”.

Essa realidade pode ainda sanar limitações nas cidades ondem existem restrições de tráfego a certos tipos de caminhões. Seja na otimização dos baús de carga para chassis menores, no compartilhamento seco e frio nos corpos de caminhões, vans refrigeradas e até mesmo opções como as que vem sendo apresentadas pela Volta Air, empresa canadense que desenvolve unidades de refrigeração all-electric, que por meio de painéis solares possibilita, mesmo com o veiculo desligado, que a refrigeração continue acontecendo e ainda é ecologicamente correta. Os tempos estão mudando de forma acelerada e o futuro reserva boas novidades.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação

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