Isolamento térmico: fatos e ficção

Isolamento térmico: fatos e ficção

Economia de energia é uma necessidade cada vez mais inerente e fazer isso de forma efetiva não é apenas ligar menos dispositivos elétricos ou reduzir a quantidade de aquecimento utilizado. Uma proporção muito mais significativa do consumo total de energia pode ser salvo por meio de hardwares de medição apropriados. A solução? Ao que tudo indica, instalar sistemas compostos de isolamento térmico – conhecido mundialmente como ETICS (External Thermal Insulation Composite System) – tanto em edificações já existentes como em novas compilações.

A pérola entre os plásticos

O material de isolamento de isopor é uma marca registrada de espuma de poliestireno extrudido de células fechadas da companhia química alemã BASF (Badische Anilin-und Sodafabrik). O segredo deste material é nada mais que conter em sua composição 98% de ar, com os 2% restantes de poliestireno. Isso significa que o isopor é extremamente leve, isolado excepcionalmente bem contra o frio e calor e é resistente às influências mecânicas e químicas. Por isso, é muitas vezes referido como a “pérola entre os plásticos”.

Um material ambientalmente amigável

O isolamento com isopor foi recentemente objeto de críticas mundo afora, pois extremistas pregavam que o “frenesi da isolação poderia resultar em montanhas de lixo tão elevadas como os Alpes”. No entanto, isso não condiz com a realidade, já que podendo ser reciclado mecânica e quimicamente, é uma das mais procuradas matérias-primas para essa finalidade, utilizado posteriormente para conferir menor peso ao concreto e isolamento de emplastros, como um agente de formação de poros em alvenaria, como material para bancos de parque e como base para outros plásticos. Além disso, o fato é que produzir o isopor já contribui para conservar nossos recursos de combustíveis fósseis. É um produto do petróleo, mas exige uma quantidade excepcionalmente pequena do mesmo. Sobre a expectativa de vida inteira do produto, calcula-se que para cada litro de petróleo utilizado na fabricação para o isolamento dos edifícios, salva até 200 litros de óleo de aquecimento. E, finalmente, mostrando que são muitos os mitos, não há nenhum problema na reciclagem devido ao fato de que os sistemas compostos de isolamento térmico existentes dos anos 60 aos 80 podem ser reforçados com uma camada de isopor, geralmente mais espessa, colocada em cima de uma já existente.

O mito do mofo

Outra crítica infundada é que o isolamento leva ao aumento de mofo. Aqui, o oposto é verdadeiro, já que o desenvolvimento desses fungos se dá principalmente em lugares onde a isolação é instalada incorretamente ou não está instalada. Materiais aplicados corretamente nas paredes aumentam a temperatura e, assim, minimizam o risco do mofo. O que cria um ambiente perfeito para proliferação são superfícies frias e umidade elevada do ar.

Risco de incêndio: um em mil

Ainda hoje, o risco de incêndio pelos sistemas de isolamento térmico causa polêmica, mesmo que esse receio seja facilmente refutável. Estudos em diversos países que tem como praxe a técnica, mostram que os sistemas compostos estavam envolvidos em menos de 1% de todos os incêndios registrados – cerca de um em mil. Também ficou evidente que a principal causa de incêndios eram recipientes que tinham sido incendiados e o fogo espalhou-se então para a fachada. Outros testes têm demonstrado que um sistema composto de 30 centímetros de espessura de isolamento térmico feito de isopor pode resistir a uma carga de fogo por 30 minutos. A propagação de chamas não foi detectada neste prazo.

Valor econômico de pico

E finalmente, uma dúvida continuamente em voga, sobre se o isolamento traz vantagens financeiras tão grandes quanto dizem. A resposta: sua aplicação sempre compensa e está cheia de provas científicas e práticas a respeito. A espessura de isolamento ideal, financeiramente falando, situa-se entre 14 e 33 centímetros. Assim, por exemplo, quando reformando uma casa da década de 70, cerca de 4.500 a 9.000 reais podem ser economizados por ano em custos de energia. Sob a condição de que os custos de investimento necessários para reparos de qualquer maneira (chamados “custos business-as-usual”) não são levados em conta, em média uma renovação pagara-se por completa em cerca de dez anos.

Só vantagens

Uma fachada isolada seca cinco vezes mais rápido que outras. Isso é tão importante em edifícios antigos como em compilações de novos. Além de manter a umidade externa em um nível baixo, um processo correto de isolamento garante ainda que mesmo um apartamento familiar médio, que libera cerca de vinte litros de água por dia – por meio de processos inteiramente normais, como a respiração, banho, cozinhar e até mesmo ter plantas de casa – lance toda esta aquosidade para fora do prédio, evitando assim, o risco da formação de mofo. Nos países do sul europeu, há também um agradável efeito colateral: até 30% de isolamento contra o calor do verão.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação

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