Maneiras de combinar eficazmente espaços interiores e exteriores em hotéis

0
69

Mundo afora, as pessoas gastam em média 90% de seu tempo em espaços fechados, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. No entanto, este status quo não é necessariamente uma escolha e a geração “indoor” de hoje está revidando. Sua arma? Projetos de arquitetura e design.

Em velocidade meteórica, a demanda para que os hotéis iniciem uma completa integração entre espaços interiores e exteriores vem alarmando quem ainda não se adequou ou inclina-se sobre a tendência. Aqui estão algumas formas eficazes de se fazer isso.

Portas Bifold

Superando as portas francesas e de deslizamento populares na década de 90 e anos 2000, as Bifold permitem que todo os lados de quartos e até mesmo edificações possam estar completamente abertos. Mesmo quando fechadas, deixam entrar muita luz natural, aumentando a sensação de amplitude e conexão com o exterior. São ainda termicamente eficientes, graças às técnicas de engenharia moderna de isolamento.

Jardins verticais

Também conhecidos como paredes vivas, jardins verticais são essencialmente um mix de folhagens, ervas ou flores. Um grande número de hotéis e bares ao redor do mundo já contam com essa beleza natural, como a parede viva no saguão do hotel ICON, em Hong Kong, um dos exemplos mais expressivos e cativantes desse aspecto no design de hospitalidade. Projetado pelo botânico Patrick Blanc, tem a forma de um tsunami e inclui mais de 70 espécies diferentes de plantas.

Arquitetura bioclimática

Aclamada como o antídoto ao condicionamento de ar natural, na vanguarda dessa tecnologia estão os especialistas da T3 Arquitetura Asia. Usando corredores cobertos ao ar livre, telhados ventilados, isolamento de fibra de vidro e materiais naturais, a empresa foi capaz de conceber edifícios, incluindo hotéis, que mantém uma perfeita climatização, mesmo no calor escaldante da cidade de Ho Chi Minh City, no Vietnã. Os hóspedes contam ainda com o benefício de sentir a brisa natural até no interior das edificações.

Banheiros ao ar livre

Em áreas onde há calor durante todo o ano, banheiros ao ar livre estão se tornando cada vez mais populares. Alguns hotéis e pousadas ao redor mundo já permitem que seus hóspedes possam banhar-se tendo o céu, o sol e as estrelas como pano de fundo. No Belmond Khwai River Lodge, em Botswana, a casa de banho exterior apresenta banheiras com revestimento de cobre e chuveirões. Já no Anantara Sanya, na Tailândia, as suítes contam com varandas cobertas com banheiros autônomos e vista para o mar.

Iluminação

Das tochas decorativas e uplighters a verdadeiros projetos de iluminação cenográfica, hoje os hoteleiros podem estilizar pátios ao ar livre, terraços e jardins como se continuássemos no lobby do estabelecimento e com a mesma elegância e variedade de peças internas, contando ainda com lâmpadas alimentadas por energia solar.

Arquitetura orgânica

Existem duas interpretações do termo arquitetura orgânica e ambos transpõe a barreira do “dentro e fora”. A primeira refere-se a concepção de edifícios para torná-los formas da natureza ao olhar. O Lotus Temple em Nova Deli é um dos exemplos mais literais a este respeito, com seu design como uma flor de lótus. A segunda traz o uso de materiais naturais e de origem local na construção. O Hotel Lucrezia, na Itália, por exemplo, tem todas sua fundação feita de pedra natural da própria Sardenha, paredes de tijolos de terra crua produzidos na tradição local e tetos trabalhados a partir de cana e madeira proveniente da região.

Níveis inteligentes

Uma maneira infalível para criar um fluxo entre os espaços interiores e exteriores é garantir que ambos estão no mesmo nível. Crie pátios e jardins em que os usuários não necessitem descer ou subir quando cruzam de um local ao outro. Tente usar ainda o mesmo de piso, forros, cobertas e até mobiliário na combinação de espaços, assim não há nenhum senso de transição entre eles.