Uma viagem pela história dos spas

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Na vanguarda de um movimento holístico de saúde e bem-estar que está dominando o mundo, os spas querem cada vez mais otimizar seus serviços em tratamentos modernos e pioneiros, pesquisa em nutrição e mindfulness, com planos sob medida fornecidos aos clientes. No entanto, nem sempre essa indústria em constante ascensão foi assim e um pouco da história sobre como ela mudou através dos tempos é, no mínimo, fascinante.

As origens do spa

Curas por águas termais e talassoterapia datam de milhares de anos, frequentemente utilizadas muito antes dos gregos e romanos. Um dos primeiros registros sobre o uso de banheiras e água como um processo curativo, ao invés de um simples ritual de higiene, foi descrito pelo filósofo grego Hipócrates, ativo entre 460 e 370 A.C, que propôs que a causa de todos os males era um desequilíbrio de fluidos corporais e defendia que “o caminho para a saúde é ter um banho aromático e massagem perfumada todos os dias”. Conhecida como balneoterapia, foi o princípio fundador dos spas.

Mesmo não se sabendo quando a tão famosa palavra e designação desses verdadeiros centros de plenitude começou a ser associado com as práticas de cura, existem duas principais teorias sobre a etimologia do termo. Uma é que o spa da palavra em latim é um acrônimo de “salus por aquae”, significando “saúde da água”. Outros acreditam que vem de uma pequena aldeia belga chamada Spa, onde nascentes quentes foram usadas pelos soldados romanos para tratar dores musculares e feridas de batalha.

No início da sua história, o principal uso dos banhos curativos era de fato tratar as feridas dos combatentes durante o reinado de César Augusto, de 27 A.C. até 14 D.C. Já em 70 D.C., os romanos construíram um spa ao redor de fontes termais, o primeiro de seu tipo na Grã-Bretanha. Por volta do ano 1300, nascentes naturais começaram a ser chamadas de “spas”. Em 1326, o termo já era utilizado para se referir a qualquer balneário localizado perto de nascentes naturais.

Os spas ganhavam o mundo e do japonês “Ryoken” aos banhos turcos e saunas na Finlândia, instalações curativas foram crescendo, com muitas características que hoje são pilares de qualquer spa.

Nasce o primeiro spa

O primeiro spa foi introduzido por Elizabeth Arden, em 1910, conhecido como Manhattan’s Red Door Salon. Oferecia manicure, tratamentos faciais e muito mais para o uso diário.

Ponto de partida para o surgimento de tantos outros estabelecimentos, os spas eram um deleite para – principalmente – mulheres ricas, que os visitavam em grupos para comemorar aniversários e outras ocasiões sociais. A demanda era tão crescente, que novos serviços foram agregados, junto com mais ofertas para as necessidades pessoais e inclusão de novos públicos, entre homens, adolescentes e até mesmo crianças.

Enquanto nossos amigos na Escandinávia, Alemanha e Itália continuavam a abraçar os benefícios de saúde, no Reino Unido nascia um estigma sobre a ida do público masculino a spas, os tornando zona proibida para os homens. No entanto, rapidamente a sociedade começou a entender as falhas desse argumento.

O spa contemporâneo

Considerando que a maioria dos spas da década de 80 ao início dos anos 2000 eram estabelecimentos de luxo, oferecendo serviços para simplesmente fazer o cliente se sentir importante, hoje em dia o foco é a saúde, com o bem-estar como objetivo, seja por meio de massagens profundas, salas de vapor ou mesmo benefícios como perda de peso e desintoxicação.

Se iniciava o desenvolvimento de spas como “centros de bem-estar”, numa tendência que envolveu alterações como a adição de aulas de ioga, meditação ou aptidão até abordagens medicinais alternativas com Ayurveda, TCM e Reiki. O foco era realizar uma mudança no estilo de vida mais integrativa. O que antes eram “mimos de luxo” tornou-se um conceito mainstream, sério e atraente, encantando novos públicos e tornando os spas muito mais acessíveis.

Tendências globais dos spas

Na constante busca para desenvolver tratamentos novos, emocionantes e eficazes para os visitantes, a indústria de spas começou a procurar por novas influências em várias partes do mundo, permitindo que os clientes mergulhem na cultura de outro país, experimentando o seu destino de forma holística. Essa foi definitivamente a última etapa da ruptura com os modelos de spas dos anos 80 e 90.

Junto a isso, o foco na prestação de mais tratamentos adaptados para diferentes condições e demografia tem aumentado o leque de ofertas, principalmente para os hóspedes que não podem sempre desfrutar dos mais tradicionais tratamentos. De programas especialmente criados para gestantes, até mesmo funcionários com formação específica para ajudar pacientes com câncer, esta adaptação de pacotes atende não só às necessidades específicas dos indivíduos, mas também promove um impacto sob tudo que vem sendo feito.

Ampliando horizontes

O mais inventivos spas não estão apenas ampliando suas ofertas e influências, mas expandindo seus horizontes fora de suas paredes e na própria natureza, com sessões de exercício ao ar livre guiadas pela decoração natural, tratamentos de beleza com ervas próprias e superalimentos de produção artesanal.

Baseado no fomento de uma conexão com o ambiente local como meio de equilibrar o indivíduo, esse movimento calcado no holismo é a chave para o futuro dos spas, aliado a personalizada gestão da saúde e coaching de vida saudável, que resulta de uma emocionante e inspiradora jornada fundada sobre uma história rica da natureza, da cura e exploração.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação