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Em 2030, 30% da frota brasileira será eletrificada, segundo estudo da consultoria Mckinsey

Na tarde desta segunda-feira (17), foi apresentado durante o Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos (C-MOVE), o estudo inédito sobre as perspectivas do veículo elétrico no Brasil e outros avanços no mundo. O estudo foi elaborado pelo Centro de Mobilidade da consultoria Mckinsey. O sócio associado do escritório de Detroit da Mckinsey, Patrick Hertzke, iniciou a apresentação apresentando quatro conceitos chaves: carro autônomo, conectividade, eletrificação e compartilhamento. Segundo ele, a consultoria se guia por esses macrotemas para estudar algumas tendências.

O principal dado sobre o Brasil foi a proporção que estuda o crescimento nas vendas de veículos híbridos e elétricos, que apontou que até 2030, 30% da frota brasileira vendida irá conter algum tipo de eletrificação. Ele também destacou que existem estudos em andamento para baratear o custo de etanol em veículos híbridos e também salientou que, por conta do combustível característico do Brasil, o país se encontra em uma boa posição no ranking dos países que menos poluem a atmosfera. “O Brasil possui ferramentas para chegar às frotas mais limpas do mundo, basta os incentivos corretos para isso”, completou.

O associado também destacou outros dados interessantes como: o case da Noruega, que, em apenas dois anos, já transformou um terço de sua frota em veículos eletrificados; nos próximos dois anos, 300 novos modelos de veículos eletrificados surgirão em todo mundo; até 2030, estima-se que serão necessários 55 bilhões de carregadores, devido ao aumento da frota mundial; a China manterá sua liderança de ¾ de todas as baterias vendidas no mundo e o local em que as pessoas mais carregarão os carros serão em seus locais de trabalho.

Bernardo Ferreira, sócio associado no Brasil, comentou dados do especialista americano e disse que o Brasil ainda possui muito a avançar, mas existem boas expectativas. “O Brasil vende dois milhões de carros por ano, e apenas 3000 são elétricos, é muito pouco. Apesar disso, começamos a enxergar algumas mudanças de comportamento, incentivo da indústria e investimento em novas tecnologias. Por isso precisamos entender o que precisa ser melhorado para avançarmos ainda mais”, concluiu.

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