Cresce produção industrial do Pará

    producaoindustrial-expoaluminio2016

    Na contramão do comportamento nacional, a produção industrial do Pará manteve em fevereiro o bom desempenho alcançado no início de 2016 e fechou o mês com o melhor resultado dentre todas as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PMS), a taxa positiva do Estado em fevereiro foi de 6,2% frente a variação do mês anterior, superando o bom resultado do mês janeiro, de 3,3%, que recuperou a variação positiva depois de uma sequência de maus resultados nos meses finais de 2015. No geral, além do Pará, somente Espírito Santo (5,3%) e Goiás (4,1%) assinalaram resultados positivos em fevereiro. Bahia (-7,9%) e Amazonas (-4,7%), por outro lado, assinalaram os piores resultados na variação mensal dentre as 14 regiões pesquisadas. Com estes resultados, a produção industrial do País teve recuo de 2,5% na passagem de janeiro para fevereiro.

    Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria paraense avançou 15,4% no índice mensal de fevereiro de 2016 sexta taxa positiva consecutiva neste tipo de confronto -, apresentando o segundo melhor desempenho dentre as regiões. Mato Grosso, com elevação de 18,1%, apresentou a oscilação mais alta no período, e a Bahia, com 11%, fechou como a terceira e última região a registrar taxa positiva.

    Em todo o País, foi anotado decréscimo de 9,8% entre os dois meses de 2015 e 2016, puxado pelos resultados de Pernambuco (-26,2%) e Amazonas (-25%). O índice acumulado nos dois primeiros meses do ano mostrou expansão de 12,8% novamente o melhor resultado do País, seguido pela Bahia (10,6%) e pelo Mato Grosso (8,1%). A taxa nacional no período foi de redução de 11,8%, com destaque negativo para o Amazonas e Pernambuco, ambos com recuo percentual de 28%.

    Já a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, mostra o Pará, com avanço de 4,4%, junto ao Mato Grosso, com evolução de 3%, como os únicos com taxas positivas no período. Em todo o Brasil, a oscilação negativa em 12 meses foi de 9%. Segundo a PMS, o avanço de 15,4% da indústria paraense em fevereiro de 2016, na comparação com igual mês do ano anterior, ocorreu em quatro das sete atividades investigadas. O principal impacto positivo foi registrado pelo setor extrativo (20,9%), influenciado, sobretudo, pelo aumento na extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiado.

    As outras contribuições positivas vieram dos ramos de metalurgia (8,9%), de produtos alimentícios (2,0%) e de celulose, papel e produtos de papel (30,1%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de óxido de alumínio e alumínionão ligado em formas brutas; de carnes de bovinos frescas, refrigeradas e congeladas; e de pastas químicas de madeira (celulose), respectivamente.

    Em contrapartida, as influências negativas mais importantes sobre o total da indústria foram observadas nos setores de produtos de madeira (-35,9%) e de produtos de minerais não-metálicos (-13,8%), pressionados, principalmente, pela queda na produção de madeira serrada, aplainada ou polida, no primeiro ramo; e de cimentos “Portland” e caulim beneficiado, no último.

    No indicador acumulado para o primeiro bimestre de 2016, a indústria do Pará, que avançou 12,8% frente a igual período do ano anterior, teve apenas três das sete atividades pesquisadas com aumento na produção.

    O melhor desempenho foi registrado pelo setor extrativo (18,0%), influenciado, sobretudo, pelo aumento na extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiado.

    As outras contribuições positivas vieram dos ramos de metalurgia (5,5%) e de celulose, papel e produtos de papel (99,3%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de óxido de alumínio e alumínio não ligado em formas brutas; e de pastas químicas de madeira (celulose), respectivamente. Por outro lado, as influências os piores desempenhos sobre o total da indústria foram observadas nos setores de produtos de madeira (-35,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-15,1%) e de bebidas (-19,9%), pressionados principalmente pela queda na produção de madeira serrada, aplainada ou polida.

    Fonte: O Liberal

    Facebook Comments